Método
Ganhos rápidos e grandes apostas
Quando o diagnóstico termina, aparecem dez oportunidades. A pergunta que decide o projeto é qual vem primeiro.
Quando o diagnóstico termina, quase sempre aparecem entre dez e vinte oportunidades. A pergunta que decide o projeto inteiro não é quais delas são boas. É qual vem primeiro.
Dois eixos, quatro quadrantes
Cada oportunidade entra numa matriz simples: de um lado o retorno que ela gera, do outro o esforço para construir. O cruzamento dos dois separa quatro grupos.
- Ganhos rápidos. Alto retorno, baixo esforço. É por aqui que se começa, sempre.
- Grandes apostas. Alto retorno, alto esforço. Entram no roadmap de seis a doze meses, financiadas pelo resultado dos ganhos rápidos.
- Baixa prioridade. Baixo esforço, baixo retorno. Ficam para quando sobrar tempo, o que raramente acontece.
- Evitar. Alto esforço, baixo retorno. É onde mora o over-engineering, e é o quadrante que mais consome orçamento de IA no mercado.
Por que começar pelo rápido, mesmo quando o grande parece óbvio
Existe uma razão técnica e uma política. A técnica: o primeiro sistema entregue gera dados que melhoram a estimativa de todos os outros. A política, que costuma pesar mais: um resultado provado em oito semanas compra permissão para o projeto de oito meses.
Quem começa pela grande aposta gasta o orçamento antes de ter provado qualquer coisa.
O inverso também vale. Empresa que só faz ganho rápido acumula automações soltas e nunca constrói infraestrutura. Os dois quadrantes precisam estar no plano; o que muda é a ordem.